Introdução

Breve introdução à obra Fédon, de Platão

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A obra Fédon de Platão é um dos mais populares diálogos do filósofo. Neste diálogo são abordados os momentos que precedem a morte de Sócrates, relatados por Fédon de Elis, discípulo de Sócrates, a Equécrates.

Nesta obra, Platão procura uma fundamentação filosófica da Psykhé (principio vital, alma), tendo com temas fundamentais a imortalidade da alma e a explicação de como morre um homem sábio e a forma como a encara.

As provas que este filósofo apresenta para a imortalidade da alma são apoiadas na sua teoria das ideias: Platão parte do pressuposto que existem dois mundos. O primeiro é constituído por ideias eternas, invisíveis e dotadas de uma existência diferente das coisas concretas. O segundo é constituído por cópias das ideias, pertencentes ao mundo sensível. Com isto, afirmou que a verdadeira realidade não nos é dada pelos sentidos, pois só pode ser intuída através da razão.

Também com o objetivo de fundamentar a imortalidade da alma, é apresentada a teoria da metempsicose que pressupõe a imortalidade da alma e sucessivas reincarnações. Ao incarnar o corpo, a alma iria recordar o que outrora comtemplou no mundo das ideias, sendo esta teoria um fundamento à da Reminiscência que, por sua vez, afirma a existência de um saber inato que pode ser recordado.

Retomando por tanto a reflexão sobre a obra Fédon só se pode finalizar o raciocínio com as palavras de Platão: “…essa alma, todo o homem deve tê-la em conta de uma divindade (…). E uma vez que a alma ou almas se revelaram como a arché de tudo, por serem dotados de todas as virtudes, acreditamos que elas sejam divindades, que, como seres vivos (…) dirigem todo o Céu.”

Débora Oliveira

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