Desde o início da existência humana no mundo, a problemática da morte é uma obsessão para o homem e não foi diferente para os filósofos antigos. Sócrates (Séc. IV a.C) defendia que a morte era fundamental, pois permitia que a alma se afastasse da matéria orgânica (corpo) e, assim, esta iria alcançar o verdadeiro conhecimento. Só desta forma é que o “ser” será livre para atingir o saber na sua forma mais pura.

Sócrates salienta que, por este motivo, os filósofos genuínos estariam prontos para morrer, pois passaram uma vida inteira a preparar a sua alma para a separação do corpo após morte e queriam, mais que ninguém, conhecer a essência da existência. Eles abdicavam das suas paixões, inclinações e prazeres materiais, pois estes transmitiam a futilidade e o egoísmo da sua existência.

Eles abdicavam das suas paixões, inclinações e prazeres materiais, pois estes transmitiam a futilidade e o egoísmo da sua existência. Segundo o filósofo, depois de morrer, o homem é guiado por um génio – “daimon” como Sócrates o intitulava – até ao mundo dos mortos, Hades. Seria lá que seriam submetidos ao julgamento final. Posteriormente, os espíritos vaguem pelo submundo até renascerem fisicamente.

Duarte Oliveira Machado


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