O Budismo

O budismo é um dos fenómenos mais antigos do mundo. É a quarta religião depois do Cristianismo, do Judaísmo e do Hinduísmo. O Budismo não é propriamente uma religião mas mais uma filosofia de vida, visto que, no centro da sua mensagem está o homem. Deus fica numa enigmática penumbra.

O objectivo do Budismo, não é a fusão em Brama (o Absoluto), nem a união com Deus, contudo chegar ao Nirvana que significa apagar os fogos da saudade e do apego. Ensina a via para fugir ao sofrimento e à dor.

“Há uma esfera que não é certa, nem água, nem fogo, nem ar: a esfera do nada. é só aí o fim do sofrimento.”, Buda.

Um dos princípios fundamentais do budismo é o desenvolvimento de uma atitude de compaixão ou benevolência, de amor, e de comunidade com todos os seres vivos, sem ferir, ofender ou depreciar nenhum deles.

A doutrina budista consiste em “quatro verdades santas”. A primeira é que “Toda a existência é insatisfatória e cheia de sofrimento”, a segunda, por consequência, é que “Este sofrimento é causado pela ignorância, pelo desejo ardente ou apego – esforço constante para encontrar algo de eterno e estável num mundo transitório.”, a terceira é “O sofrimento ou insatisfação pode-se superar na totalidade – é o Nirvana” e por fim, a quarta é “Consegue-se alcançar a nirvana seguindo o nobre cominho das Oito Vias”.

A quarta “verdade santa” fala de oito vias, sendo elas a compreensão certa (ou fé pura), o pensamento dirigido certo (ou vontade pura), o discurso certo (ou linguagem pura), a conduta certa (ou acção pura), o esforço certo (ou aplicação pura), a vida certa (ou meios de subsistência puros), a atenção certa (ou memória pura) e a concentração certa (ou meditação pura), não tendo de ser seguidas pela ordem estabelecida.

O budismo acredita que um ser humano antes de atingir o Nirvana, lugar de absoluta tranquilidade, onde o sofrimento não existe, passa por diversos renascimentos.

No Budismo não existe a alma; há somente a sequência de um momento de aparecimento que dá origem ao seguinte, de forma que a morte representa simplesmente uma nova forma de aparecimento, como ser humano ou animal, no céu ou no inferno.

Os três pecados principais do Budismo são a ganância (representada pelo porco), o ódio (representado pela serpente) e a ilusão (representado pelo galo).

“Consumido pelo desejo ardente, enraivecido pelo ódio, cego pela ilusão, esmagado e desesperado, o homem contempla a sua própria queda, a dos outros e ambos em conjunto”.  Buda.

 

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